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O PAI DO CARTÓRIO

 em Notarial

Quando cheguei a velha já estava morta!

Não sei de onde saiu a metáfora, significando que a pessoa havia chegado com atraso a algum lugar, ou a certo evento. Criei-me ouvindo essa expressão, na velha Rússia da minha infância, aquele recanto xucro do Cerro Branco.

Pois a velha já estava morta quando ingressei no grupo de discussões de notários e registradores, na Internet, batizado pelo criador com o nome Cartório Br. Sempre ouvi falar que a paternidade seria atribuída ao colega Paulo Roberto, do 26º tabelionato de notas da Capital de São Paulo.

Se minto, é sem querer. Mas o fato é que esse grupo, do qual participo há mais de 10 anos, e cuja idade ignoro, é de extrema importância para a integração entre os profissionais do direito que prestam o relevante serviço de casar, descasar, emancipar, lavrar e aprovar testamentos, dar forma aos negócios jurídicos, registrar a vontade de nativos e alienígenas, e por aí se vai.

Nesse período tivemos estórias fantásticas contadas por colegas dos quatro cantos brasileiros, salvamos uns aos outros com respostas imediatas a problemas que aconteciam naquele exato momento, em qualquer parte, dando suporte para a tomada de decisão, e em outros casos, trazendo na resposta ainda mais dúvida do que solução. Mas sempre, claro, com o intuito único de ajudar, de ser parceiro, desde o soldado de pequenina cidade ao maioral do exército.

Conhecemo-nos como amigos de infância sem jamais nos termos visto, sabemos um do outro, admiramos o modo como cada um busca a solução para o problema que surge. E se não são suficientes os guerreiros que est&atildatilde;o na linha de tiro, batalhando em campo aberto, juntam-se a eles os veteranos de luta, como o gaudério Carlos Luiz Poisl, que mesmo aposentado participa ativamente dos debates, não deixando de socorrer quem precisa, pelo simples prazer de ensinar.

Verdade também que afora unir a classe em torno dos debates sobre temas que dizem respeito à atividade, por vezes se acirram os ânimos entre os participantes, que se postam de faca nos dentes, esbravejam, jogam farpas, municiam armas, mas que ao fim e ao cabo se rendem ao coleguismo, e trocam fortes e ternos abraços virtuais, irmanados na busca do saber jurídico.

Então, reconhecendo a extrema valia do grupo, e se de fato o pai da criança for mesmo o Paulo Roberto, desde logo presto a ele o reconhecimento pelo brilhantismo da ideia, e uma sincera homenagem, pelo pioneirismo, pelo idealismo, pela capacidade de ver além do presente, o futuro.

Se por acaso a paternidade for negada, então que o indiciado indique o verdadeiro sujeito de direito, ou apresente exame negativo de DNA, com registro em cartório, para ter validade.

Certo é que quem cala consente. E se atrasar na resposta, será tarde, porque a velha estará morta, definitivamente.

No mais, saúde e vida longa para todos.

Últimos posts
Showing 9 comments
  • Paulo Ferreira
    Responder

    Querido Hildor,
    Si non é vero, está muitíssimo bem contada é linda esta história de todos nós.
    Quando surgiram os grupos de internet, eu estudava para os concursos. Decidi criar este nosso e tinha algum preconceito à palavra Cartorio. “Que diabos”, pensei. Ninguém vai escrever “Serviços Notariais e Registrais”.
    Ficou bem. A palavra é linda, sonora de vogais, ela é o grupo cresceram.
    Graças a todos nós. Graças a Deus!
    Obrigado pela lembrança é linda crônica.
    Abraço

  • JOSE ANTONIO ORTEGA RUIZ
    Responder

    Falar o que heim Dr. Hildor. O “pai” assumiu, nem deu um “bate boca”, ou um deixa disso, enfim. PARABENS ao “papai do grupo”, e a todos que deixam e continuam a deixar um legado para gerações futuras gerações. E ao Senhor, que não deixa que essa ‘”histórida” fique’ relegada ao esquecimento. Abraços, a todos, ao “papai Dr. Paulo”, e ao Senhor que não esquece de nada.

  • Samuel Luiz Araújo
    Responder

    Parabéns, Hildor! Sempre pontual!

  • JOÃO FRANCISCO MASSONETO JUNIOR
    Responder

    Dr Hildor,

    Confesso que fiquei até emocionado lendo este texto, pois sempre tive a vontade de expressar minha gratidão por esse grupo, por seus integrantes e principalmente a gratidão que tenho por todos os professores que lá nos ensinam e nos socorrem há muito tempo, dos quais virei um verdadeiro seguidor, um fã de carteirinha mesmo, dentre eles, destaco os que considero a “liga da justiça” deste grupo, mestre Dr Carlos Luiz Poisl, Dr Paulo Roberto Ferreira Gaiger, Dr Marco Antonio de Oliveira Camargo, Dr Luiz Carlos Weizemman, Dr Arthur Del Guercio Neto, e sem dúvida alguma, ao senhor Dr Hildor, um dos professores mais ativos e mais brilhantes deste grupo. Além deste, existem muitos outros colegas e professores nos ajudam neste grupo, não haveria espaço para citar todos, mas sou grato a todos eles, sem exceção. O senhor e estes outros professores não devem fazer ideia do bem que fizeram para vários colegas de profissão durante todos esses anos, somos todos muito gratos a vocês.
    Todo dia procuro me espelhar em vocês no exercício de minha profissão, os livros, os artigos, os debates no grupo (salvo todos), e me orgulho sempre que cito um de vocês em alguma explicação.
    Também faço parte deste grupo há muito tempo, salvo engano há aproximadamente 06 anos, e queria aproveitar esse texto para expressar a minha gratidão a todos vocês, esse grupo mudou muito minha vida profissional, me fez ter mais vontade de estudar, de aprender, de melhorar, e também de não desistir do meu sonho de um dia ser Tabelião.
    Muito obrigado a todos! Fiquem com Deus.
    Abraços,
    João Francisco Massoneto Junior
    Preposto Substituto do Tabelião de Notas e Protesto de Monte Azul Paulista-SP

  • Eduardo
    Responder

    Caros Amigos,
    é um prazer participar do grupo, canal para socorrer a quem enfrenta uma questão complexa, para desabafar, para compartilhar experiências, para contar casos, e principalmente para fortalecer nossa amizade e nossa profissão.
    Parabéns ao Paulo e ao Hildor, figura indispensável do nosso grupo!
    Abraços,
    Eduardo Pacheco Ribeiro de Souza

  • Marco Antonio O Camargo
    Responder

    Hildor, falando em paternidade reconhecida formalmente (parabéns, Paulo, pai do “cartorioBr”), trago aqui para o debate outra questão: quem é o pai DESTE BLOG?
    Aposto no Flavio Fischer! Estou certo?
    Acho que sim, aliás, fica aqui uma homenagem a ele. Foi atendendo a convite dele que ingressei nesta bela aventura – ser colunista em um Blog – o que tem me rendido grandes alegrias e muitas amizades virtuais – eu que nunca saí deste meu cantinho no interior do Estado de São Paulo, por conta desta aventura, me sinto quase uma celebridade (rsrsrs).
    Adorei ler o seu texto, Hildor e confesso que quando entrei no grupo “cartorio Br”, voce já era um veterano respeitado naquele ambiente.

  • J. Hildor
    Responder

    Muito bem, com o reconhecimento da paternidade, pelo Paulo, o José Antônio, a quem agradeço a contribuição, resumiu bem: “0 pai assumiu”.
    Obrigado também ao Samuel e ao Eduardo, pela gentileza e participação.
    Ao João Francisco cumpre dizer que vai atingir o objetivo, sim, senhor. É só continuar estudando, com afinco, que o sonho vai ser realidade, já, já.
    E ao Marco Antônio, ao qual confirmo que a aposta dele estava certa. O “pai do blog” é mesmo o Flávio.
    Isso até pode render outra prosa, noutra hora.

  • sandra maria
    Responder

    gostaria que me tira se umas duvidas sobre partilhas.minha mae tem casa arrendadas aos meus outrs irmaos mas eu tenho um apartamento a pagar terei algum direito a alguma chamada recompensa por a minha renda ser mais elevada do que a deles porque as casas sao dela

  • J. Hildor
    Responder

    Sandra Maria, os direitos dos herdeiros, as chamadas legítimas, são exatamente os mesmos, com igual valor, independentemente da condição social de cada um.

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