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A Praça Virtual

 em Doc. Eletrônico

 

 

A PRAÇA VIRTUAL.

 


É “nóis na fita” de novo. É o país do futebol e da socialização da web! Segundo o Ibope são 57 minutos em média, ganhando de longe dos britânicos que ficaram em segundo lugar com “apenas” 38 minutos. Já tínhamos faturado a maior adesão ao Orkut e agora demos uma lavada no twitter. Segundo pesquisa da Folha online o internauta brasileiro fica três vezes mais no Orkut do que no email, tido como uma forma muito formal de comunicação pelos brasileiros. Não encontramos nenhum estudo sociológico que nos desse uma explicação sobre essa nossa hiperatividade. Mas, lendo sobre mídias, aprendemos que elas foram tirando o homem da praça, primeiro o rádio depois a TV e agora a web. Então, neste meio do caminho a TV, que reinou absoluta durante mais de 50 anos, criou um fenômeno de enclausuramento social. A TV encantou uma geração, sem entretanto dar-lhe possibilidade de interação, era a mídia de uma via só. Das ruas, praças e cafés, a humanidade foi direto para caixinha mágica, autoritária, hipnotizante, acachapante. Eis então que surgem as tais mídias sociais da web, voltamos então à praça (mesmo que virtualmente), lá estão todos em imagens, tiques e “teclices”. Adeus a rigidez, ao monólogo televisivo radiofônico, viva o face a face – ou facebook, que seja -, viva a escrita! E que seja rápida e curta, aliás, abreviadíssima, tal como canta Herbert Vianna; “…Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder…” O que fazer neste instante? Essa foi a grande sacada do criador do twitter limitando a resposta a 140 caracteres. Parece estúpido não? Mas os números são impressionantes, enquanto a TV levou 13 anos para atingir 50 milhões de usuários, o rádio 38, o twitter beira esse público com pouco mais de 3 anos. As redes sociais já atingem mais de 2/3 dos internautas do mundo, sendo a maioria com menos de 30 anos. O Ibobe divulgou recentemente que a navegação na web já superou o consumo de TV paga em mais de 30%. Eis aí uma geração que não houve rádio, praticamente não assiste TV, acha os telejornais longos e enfadonhos e com o inconveniente dos horários fixos, muitos nem souberam responder o que são as “páginas amarelas”. Em compensação, não vivem sem suas “próteses” eletrônicas um minuto sequer. Sempre achei que o importante era o conteúdo, e não a mídia. Parecia lógico, mas não é, pois este conteúdo é cada vez mais superficial e banal. É muito para sua cabeça? Pois para a minha também, vamos ver o que 2011 nos trará…

 

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  • Marco
    Responder

    Estou ficando velho mesmo… (aliás, dia 01 de outubro é o “dia do idoso”). Muito interessantes as observações acima, mas o que mais me surpreendeu foi o fato de que os jovens nem sabem o que significam “páginas amarelas”…
    O livro de papel e tinta ainda não foi abolido, mas a lista telefônica já é coisa do passado, é coisa da minha geração.
    Marco – Tabelião em Sousas – Campinas

  • Marco
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    Estou ficando velho mesmo… (aliás, dia 01 de outubro é o “dia do idoso”). Muito interessantes as observações acima, mas o que mais me surpreendeu foi o fato de que os jovens nem sabem o que significam “páginas amarelas”…
    O livro de papel e tinta ainda não foi abolido, mas a lista telefônica já é coisa do passado, é coisa da minha geração.
    Marco – Tabelião em Sousas – Campinas

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