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Sobre colunas, pilares e tabeliães.

 em Diversos

 

Sobre colunas, pilares e tabeliães

 

Por Marco Antonio de Oliveira Camargo (*)

 

O Blog notarial está no ar.

 

Inaugurar minha modesta participação nesta obra coletiva com votos de sucesso, expressando o desejo de que este seja apenas o início de  uma existência longa e produtiva, bem como  parabenizar os idealizadores desta novidade, me parece supérfluo, pois outros certamente o farão (no entanto, é exatamente  o que faço neste comentário preambular…), gostaria de iniciar minha colaboração com algo um pouco diferente.

 

O Colégio Notarial, por sua eficiente secretária, enviou-me as instruções para esta participação e, em mensagem seguinte, denominou a mim e aos demais colegas que, já de início, tem acesso e participação liberada, como colunistas do blog    e nos incitou a participar efetivamente.

 

Fiquei preocupado  (mas, admito, com uma pontinha de orgulho…) com o nome recebido: colunista.

 

Colunista, como autor de uma coluna, no caso, evidentemente se relaciona ao terceiro significado dado ao termo pelo Dicionário eletrônico Aurélio, verbis: Cada uma das divisões verticais de uma página de livro, ou de periódico, separadas por filete, ou espaço em branco. No entanto, sabe-se lá por qual motivo, em meu inconsciente fiz a associação do termo coluna com o primeiro significado que o dicionário lhe atribui, ou seja, com o significado arquitetônico que o termo possui.

 

Em arquitetura,  coluna se define como  “Pilar cilíndrico que sustenta abóbadas, entablamentos, etc., que serve de ornato em edifícios…” Coluna, portanto, é  pilar; equipamento que efetivamente sustenta o edifício em pé. Seja ornamentada ou discreta, o fato é que sem a coluna o teto desaba, a casa cai.

 

È possível fazer uma bela analogia entre o tabelião de notas e a coluna (arquitetônica). Ele, tabelião, é o sustentáculo de seu cartório. É ele que, com sua força moral, conhecimento, dedicação e empenho no exercício da função, organiza a atividade e demonstra à coletividade a importância da função notarial, o valor da fé pública.

 

Tabeliães de todo Brasil, colunistas ou leitores deste blog e de quaisquer outros meios de comunicação de massa (são tantas as mídias “alternativas” desta era da comunicação), nunca se esqueçam que somos, como na arquitetura, colunas que sustentam um edifício.

 

Assim como um belo edifício merece belas colunas, o edifício notarial também merece ser ornamentado por belos e altos pilares, ou seja,  ele deve ser sustentado por tabeliães íntegros, de elevada estatura moral  e que, se acaso necessitarem admitir, por necessidade do serviço, o auxílio de terceiros, deve escolher  prepostos igualmente íntegros, capazes e com o mesmo ideal de bem servir a população.

 

 

(*) O autor é o 2° Tabelião de Notas e de Protesto de Letras e Títulos da sede da Comarca de Matão – Estado de São Paulo

 

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  • José Carlos Antunes
    Responder

    Parabéns ao colunista pela analogia sobre as colunas, pilares e tabeliães, pois é bem essa a visão que o público, especialmente aqueles que depositam nos tabeliães a sua confiança, como acontece em pequenos centros, com a minha querida cidade – Botucatu.

    Espero que este seja um canal para os colegas notários trocarem conhecimentos e informações, solucionar dúvidas, ou buscar embasamento para a realização ou não de ato de seu ofício.

  • JOSÉ ANTONIO ORTEGA
    Responder

    Não sem razão recebestes a incumbência de ser um dos “colunistas”, com participação efetiva, o que só veio a demonstrar que conhecem bem os destinatários, sem desmerecimento de ninguém, pois como todos sabem, existem muitos “timidos” no labutar da escrita, mas foi com muita propriedade e pontualidade seu destaque Notarial, que só vem dignificar ainda mais essa classe com tantos “pilares” sólidos, ilibados, éticos e corretos, que a classe detem e só nos deixa cada vez mais orgulhosos e com a certeza de que “O ANO REALMENTE É NOSSO”. Parabens.

  • Flavio
    Responder

    Verdade amigos. A analogia é excelente. Como de resto os ideais e a participação do “colunista” em nossas lutas.

  • Marcia
    Responder

    O valor da função notarial está diretamente ligada à pessoa do Tabelião que transmite ao usuário do serviço toda a segurança que ele procura.
    Cada vez mais essa função é pública e cada vez mais precisamos de pessoas com humildade, sensibilidade e capacidade suficientes para ocupá-la, dentro da consciência de estar alí a serviço da população, seguindo o ordenamento jurídico inerente à função.

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