A Era Informatozoica

 em Diversos

 

                                    A ERA INFORMATOZÓICA

 

           

 

            No shopping de mãos dadas com meu filho adentro a exposição sobre os dinossauros. Assistimos um filme didático antes de percorrer as réplicas de todos os “Sauros” que podemos imaginar com seus grunhidos e movimentos robóticos. Nas explicações as indefectíveis épocas em que viveram… Era mesozóica, paleozóica, proterozóica, e assim por diante. 

            Na hora do sorvete, veio a pergunta. Papai que era vivemos? Respondo de pronto. A da informação. Respiro aliviado, essa foi fácil!  Aí vem a outra. Porquê? Falo dos computadores da televisão, das mídias… Então porque não chama informatozóica? Essa eu passei batido, e de pronto veio outra….Quer dizer que antes eles não tinham informação?

            Crianças com seus porquês sempre nos levam a curiosas reflexões… È claro que a informação sempre foi crucial, os homens primitivos com certeza dividiam seus conhecimentos acerca de onde se encontravam as melhores manadas, qual arma funcionava melhor e assim por diante.

            O que dizer então da era industrial?  Henry Ford fez o quê, senão coordenar sistemas proprietários de informações e controle hierárquico, para criar a sinergia de produção? Pensando bem, nunca houve qualquer atividade produtiva na vida do homem sem a acumulação de informação, geração após geração.

             Porque então só agora é que chegamos à era “informatozóica”?

            Na minha profissão de tabelião, cujas origens remontam os escribas, fomos os que tiveram o privilégio de saber escrever e ler antes de todos. Naquele tempo a escrita ainda não era meio de divulgação de informação, servia apenas como prova de um fato. A mídia era a tábua – daí a origem do termo tabelião-, a pedra, o pergaminho. A mídia, então, superava o produto informação.

            Quero crer que, a razão da denominação da atual Era é porque hoje a economia da informação é muito mais relevante que os meios de divulgação. Vivemos a ruptura do tradicional vínculo entre meio e informação, onde a economia dos objetos se funde com a da informação. Essa passou a ser o elo no comércio de bens, desde a produção até o consumidor final, nunca na história do homem a informação fez tanta diferença na vantagem competitiva. A marca, e sua exposição valem mais que o próprio negócio!

            Nas outras Eras o homem é que ia ao encontro da informação, e na atual com a explosão da conectividade, ela é que vem ao nosso encontro.

            Vou correndo pra casa tentar convencer o Lorenzo…

           

 

           

 

           

 

mm
Tabelião e escritor.
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